Choupette, a gata de Karl Lagerfeld: a vida dourada de um felino
Poucos gatos domésticos alcançaram o status de celebridade mundial. Choupette, a elegante felina birmanesa que acompanhou o estilista Karl Lagerfeld durante a fase final da carreira dele, é provavelmente o exemplo mais conhecido. Ela viajou em jatos particulares, teve uma equipe dedicada somente aos seus cuidados, posou para campanhas publicitárias e chegou a ser tema de um livro inteiro. Mas, diferentemente do que parece à primeira vista, a história de Choupette não é apenas sobre luxo. Ela revela muito sobre a relação entre humanos e gatos, sobre como o afeto por um animal pode virar símbolo cultural, e sobre a própria personalidade de um dos nomes mais importantes da moda do século XX.
Este artigo é um guia completo sobre Choupette. Você vai entender quem foi ela, como entrou na vida de Lagerfeld, quais eram seus hábitos do dia a dia, qual era a sua rotina com a equipe do estilista, quanto ela teria herdado, e o que aconteceu com a gata após a morte do designer, em 2019. Também vamos responder às perguntas mais comuns sobre o tema e indicar fontes confiáveis para quem quer se aprofundar.
O que é a Choupette e por que ela é famosa

Choupette é uma gata da raça Birmanesa, de pelagem clara com pontos azul-acinzentados nas patas, orelhas, focinho e cauda, e olhos azuis intensos. Ela ficou mundialmente conhecida por ter sido o animal de estimação do estilista Karl Lagerfeld, diretor criativo da grife francesa Chanel e da maison italiana Fendi até o momento da sua morte.
A fama de Choupette não veio apenas do fato de pertencer a uma celebridade. Ela mesma virou celebridade. Teve uma conta no Twitter com mais de cem mil seguidores, deu nome a coleções de maquiagem, foi fotografada por grandes nomes da moda, virou tema de documentários e apareceu em capas de revista. Em 2014, a revista estadounidense Forbes chegou a estimar a fortuna de Choupette em aproximadamente 2,6 milhões de euros, considerando ganhos com campanhas publicitárias e contratos de licenciamento.
A gata representou, durante a década de 2010, uma nova maneira de pensar o relacionamento entre famosos e seus animais. Enquanto muitos tutores famosos mantêm seus pets longe das câmeras, Lagerfeld fez o oposto: colocou Choupette no centro de narrativas pessoais, publicitárias e até literárias.
A origem da Choupette

A história de Choupette começou em agosto de 2011, em Paris. Lagerfeld costumava frequentar a casa de Baptiste Giabiconi, modelo que na época era considerado o "muso" do estilista. Foi durante uma visita que ele viu uma ninhada de gatinhos birmaneses na casa do modelo. Lagerfeld se encantou, brincou com a ninhada, e ao final da visita pediu emprestado um dos filhotes. O nome original do gato era "Mimi", mas Lagerfeld rebatizou a felina de Choupette, que em francês significa algo como "queridinha" ou "pequena amada".
Inicialmente, a ideia era devolver a gata após duas semanas, como combinado. O que aconteceu, segundo o próprio Lagerfeld contou em entrevistas, foi que a gata não quis voltar. Ela se adaptou tão rapidamente à rotina do estilista que Baptiste entendeu que o animal havia encontrado o seu lar definitivo. A partir daí, Choupette nunca mais saiu da vida de Lagerfeld.
Esse detalhe, contado em entrevistas, é revelador de como a relação entre tutor e animal pode ser imediata. Não houve planejamento, não houve adoção formal em um abrigo, não houve processo de adaptação. Foi afinidade instantânea. A gata dormiu na cama dele, acompanhou as viagens e passou a ser tratada como um membro da família.
Como a Choupette virou ícone fashion
Choupette não se contentava em ser a gata de casa. Com o tempo, Lagerfeld foi apresentando a gata ao universo da moda, primeiro por meio de fotos pessoais publicadas em entrevistas e em sua conta pessoal de redes sociais, e depois como personagem de campanhas profissionais.
A primeira grande aparição pública aconteceu em 2012, quando o estilista fez uma campanha publicitária para a Opel (marca europeia de automóveis) ao lado de Choupette. A gata apareceu em uma foto dirigida por Lagerfeld, ao lado de Baptiste Giabiconi. Foi o início de uma série de aparições midiáticas.
Em 2014, a empresa japonesa de cosméticos Shu Uemura criou uma coleção de maquiagem chamada "Shupette by Karl Lagerfeld", com embalagem ilustrada com o rosto estilizado da gata. A coleção fez sucesso mundial e os produtos esgotaram rapidamente em diversos países.
No mesmo ano, a gata apareceu em uma campanha da marca de moda Vauxhall Corsa, ao lado de modelos profissionais, e em 2015 estampou a capa da edição de janeiro da revista Madame Figaro. Em 2016, virou tema de um curta-metragem animado chamado "Choupette, La Nuit du Certificat", exibido em festivais internacionais.
Lagerfeld tratava essas aparições com seriedade. Em entrevista à CNN, em 2013, afirmou que a Choupette era a gata mais famosa do mundo e que ela tinha dois assistentes pessoais só para ela, com direito a computador, tablet e câmera próprios. O estilista dizia que Choupette era uma "celebridade internacional" e que tudo o que ela fazia era digno de nota.
A rotina de Choupette com a equipe de Lagerfeld
Um dos pontos mais comentados da vida de Choupette é a estrutura criada ao redor dela. Lagerfeld era conhecido pela disciplina e pelo cuidado meticuloso com sua rotina pessoal, e estendeu a mesma lógica para a gata.
A gata tinha dois assistentes dedicados, cujas funções incluíam:
- Anotar preferências alimentares e fisiológicas em um caderno próprio.
- Servir refeições em horários rígidos.
- Cuidar da higiene do pelo.
- com escovações diárias.
- Responder cartas de fãs e admiradores.
- Atualizar a conta oficial da gata nas redes sociais.
- Acompanhar a gata em viagens.
- quando necessário.
Lagerfeld também contou, em diferentes entrevistas, que Choupette tinha uma alimentação específica: ração premium de alta qualidade misturada com pedaços de frango, e que ela rejeitava certos sabores. Ele chegou a dizer que a gata não comia no mesmo prato duas vezes, tamanha a exigência.
Outro detalhe curioso: a gata dormia sobre a mesa de trabalho do estilista e, segundo Lagerfeld, ficava particularmente incomodada quando ele saía para trabalhar. Quando estava com o dono, Choupette acompanhava as chamadas de vídeo e os atendimentos, deitada ao lado do telefone.
A equipe da maison Chanel também tinha regras em relação à gata. Era proibido tocar nela sem permissão, e todos os funcionários que entravam no ateliê sabiam que deveriam tratar a gata com cuidado. Essa organização evidencia que a relação de Lagerfeld com Choupette ia além do afeto pessoal: era parte da rotina profissional do estilista.
Choupette, os livros e a vida literária
Em 2014, Lagerfeld decidiu transformar a história da gata em livro. O resultado foi "Choupette: The Private Life of a High-Flying Fashion Cat", publicado pela editora alemã Taschen. O livro mistura fotos de acervos pessoais, ilustrações, frases atribuídas à gata e textos escritos pelo próprio estilista.
O livro foi um sucesso comercial e recebeu uma edição limitada com capa que imitava a pelagem da gata, com textura diferenciada e cor de giz. A publicação foi feita em quatro idiomas: inglês, francês, italiano e alemão.
Em 2020, um ano após a morte de Lagerfeld, a jornalista britânica Maureen Footer publicou "Choupette: The True Story of the Most Beautiful Cat in the World", uma biografia não autorizada baseada em relatos de pessoas que conviveram com a gata. O livro traz mais detalhes sobre o dia a dia da gata e inclui entrevistas com a equipe de assistentes que cuidavam dela.
Além dos livros, a gata foi tema de documentários, incluindo "The World According to Karl", lançado em 2020, e de uma série animada intitulada "Karl & Choupette", anunciada em 2022.
A herança de Lagerfeld e a situação atual de Choupette
Karl Lagerfeld morreu em 19 de fevereiro de 2019, em Paris, aos 85 anos. Após a morte do estilista, uma das maiores curiosidades do público passou a ser o que aconteceria com Choupette. A imprensa especializada noticiou, à época, que parte do patrimônio de Lagerfeld seria direcionado para os cuidados com a gata. Estimativas de veículos como a revista Forbes e o jornal francês Le Figaro indicaram que Choupette poderia herdar uma quantia significativa, embora os valores exatos nunca tenham sido oficialmente confirmados por inventário público.
A herança de Lagerfeld é estimada entre 200 e 300 milhões de euros, distribuídos entre bens imóveis, coleções de arte, participações em empresas e contas bancárias. O estilista não teve filhos, e o destino da fortuna foi dividido entre sua gata, a fundação que leva o seu nome e outros beneficiários.
Choupette continuou a ser cuidada pela mesma equipe que a acompanhava antes da morte de Lagerfeld, e, segundo entrevistas dadas pela fundação responsável pelo espólio, a gata mantém a mesma rotina de sempre. Ela vive em Paris, é acompanhada por assistentes e, de tempos em tempos, aparece em eventos de moda ligados à memória do estilista.
A gata não foi exposta ao público logo após a morte de Lagerfeld. Houve uma preocupação em mantê-la em ambiente tranquilo, longe da pressão midiática. Apenas em 2023 a fundação responsável pelo espólio fez postagens oficiais confirmando que Choupette continuava saudável e feliz.
Raça, aparência e personalidade da Choupette
Choupette é uma gata da raça Birmanesa, também conhecida como Birman ou Gato Sagrado da Birmânia. A raça tem origem provável na França, a partir de cruzamentos entre gatos siameses e gatos de pelagem longa. As principais características da raça incluem:
| Característica | Descrição |
|---|---|
| Pelagem | Longa, sedosa, em tons claros com pontas mais escuras |
| Olhos | Azuis, de formato arredondado |
| Corpo | Robusto, com estrutura óssea média |
| Personalidade | Dócil, afetuosa, sociável com humanos |
| Expectativa de vida | 12 a 16 anos |
| Cuidados | Escovação regular, atenção a problemas renais |
Lagerfeld descrevia Choupette como uma gata com "personalidade forte", que ditava as regras da casa. Segundo entrevistas, ela tinha preferência por ambientes silenciosos, gostava de caixas de papelão, dormia em locais altos e rejeitava marcas específicas de ração.
Esse perfil de personalidade é coerente com o padrão da raça. Birmaneses são conhecidos por serem companheiros, inteligentes e relativamente ativos. Costumam se relacionar bem com humanos, acompanhar as pessoas pela casa e demonstrar afeto de forma discreta, sem a insistência típica de outras raças.
O impacto cultural de Choupette
Choupette é mais do que uma celebridade felina. Ela se tornou um símbolo cultural que atravessou o mundo da moda, da literatura, da publicidade e da própria relação entre humanos e gatos. Sua imagem apareceu em produtos de beleza, em roupas, em obras de arte e em campanhas de marcas globais.
Do ponto de vista da cultura pop, Choupette é frequentemente citada como exemplo da "humanização dos animais de estimação". Em diferentes entrevistas, Lagerfeld falou sobre a gata como se fosse uma pessoa, atribuindo a ela opiniões, preferências e vontades. Esse comportamento, que pode parecer exagerado, reflete uma tendência crescente: cada vez mais tutores tratam seus gatos como membros plenos da família, com direito a cuidados médicos avançados, aniversário comemorado e até perfil em redes sociais.
Pesquisas do mercado pet, divulgadas por entidades como a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e pelo Instituto Pet Brasil, mostram que o Brasil tem uma das maiores populações de gatos do mundo, com mais de 27 milhões de animais. A história de Choupette ajudou a consolidar a ideia de que o gato é um companheiro de valor afetivo real, não apenas um animal de controle de pragas como era visto em décadas anteriores.
Comparação: Choupette e outros gatos famosos da história
Choupette não é o primeiro gato famoso da história. Houve outros felinos que também ganharam notoriedade, cada um à sua maneira. A tabela abaixo compara Choupette a alguns desses exemplos:
| Gato | Tutor ou contexto | Período de fama | Tipo de fama |
|---|---|---|---|
| Choupette | Karl Lagerfeld | 2011 até os dias atuais | Moda, publicidade, livros |
| Stubbs | Prefeitura de Talkeetna, Alasca | 1997 a 2017 | Mascote política |
| Tama | Estação de Kishi, Japão | 2007 a 2015 | Chefe de estação de trem |
| Grumpy Cat | Franquia de memes | 2012 a 2019 | Internet e merchandising |
| Lil BUB | Protetora de animais | 2011 a 2019 | Mídia social e causas sociais |
| Socks | Casa Branca, com Bill Clinton | 1993 a 2009 | Animal presidencial |
O que diferencia Choupette das demais é a conexão direta com o mundo da moda de luxo, que é um dos setores com maior poder de comunicação visual do planeta. A imagem da gata foi distribuída globalmente por meio de campanhas, desfiles e editoriais, alcançando públicos que normalmente não têm contato com o universo pet.
A relação entre Karl Lagerfeld e os animais
Para entender a relação de Lagerfeld com Choupette, é importante conhecer o histórico do estilista com animais. Lagerfeld foi um amante declarado de gatos durante toda a vida adulta. Em entrevistas, ele dizia que sempre conviveu com felinos e que via neles uma companhia mais discreta e elegante do que a de outros animais.
Lagerfeld também desenhou dezenas de produtos com a imagem de gatos, incluindo bolsas, echarpes, botons e itens de decoração. A maison Chanel, sob a direção dele, lançou linhas com estampas de gatos que se tornaram ícones de coleção.
A relação de Lagerfeld com a própria Choupette foi, portanto, o encontro de uma paixão antiga com um animal específico. Não foi um fenômeno isolado, mas o ponto alto de uma convivência que durou décadas. Quando a gata apareceu, Lagerfeld não a tratou como mais um animal, mas como a manifestação mais autêntica de uma preferência que ele já cultivava.
Esse histórico ajuda a explicar por que a gata teve tanta liberdade e tanta estrutura ao redor. Para Lagerfeld, a gata não era um capricho passageiro, mas o representante mais fiel de uma maneira de ver o mundo.
Onde Choupette está hoje
Após a morte de Lagerfeld, Choupette foi inicialmente mantida em ambiente reservado, em Paris, sob os cuidados de assistentes que já trabalhavam com ela. A fundação criada para administrar o espólio do estilista, a Karl Lagerfeld Foundation, confirmou que a gata está viva e em boa saúde, e que continua a ser cuidada com a mesma estrutura de antes.
A fundação, criada em 2019, tem entre seus objetivos preservar a memória e o legado criativo do estilista. Choupette é considerada parte desse legado, e não um animal apartado dele. Postagens oficiais em redes sociais da fundação incluem a gata em datas comemorativas, como o aniversário de Lagerfeld e datas sazonais.
A gata não aparece mais em campanhas publicitárias, segundo informes da fundação. A decisão teria sido tomada para preservar a integridade do animal e impedir a exploração comercial em momento de luto. Mesmo assim, a imagem de Choupette continua sendo usada em produtos antigos já licenciados antes de 2019.
Como o caso Choupette mudou a percepção sobre gatos
A história de Choupette ajudou a consolidar uma mudança cultural que já estava em curso: o gato como membro da família. Antes vista como animal independente e distante, a espécie felina passou a ser reconhecida por suas habilidades sociais, sua inteligência e sua capacidade de construir vínculos afetivos profundos com humanos.
Estudos publicados por universidades como a Oregon State University e a Lincoln University, no Reino Unido, demonstram que gatos formam apego seguro com seus tutores de maneira similar a cães e a crianças pequenas. Esses estudos, popularizados por veículos de imprensa generalistas, ajudaram a quebrar a ideia de que gatos são indiferentes ao convívio humano.
Choupette foi, de certa forma, a expressão mais midiática dessa transformação. Quando Lagerfeld apresentava a gata como companheira, como colega de trabalho, como musa inspiradora, ele reforçava a ideia de que o vínculo entre humano e gato pode ser intenso, complexo e transformador.
Atenção: o que o caso Choupette não representa
É importante fazer uma ressalva. O estilo de vida de Choupette, com assistentes dedicados, contas em redes sociais e fortuna própria, não reflete a realidade da maioria dos gatos domésticos. A grande maioria dos felinos vive em lares comuns, com tutores que amam seus animais dentro das possibilidades financeiras e logísticas disponíveis.
A história de Choupette é interessante como caso de cultura e como exemplo de vínculo, mas não deve ser lida como modelo de criação. Cada gato tem suas necessidades específicas, e o cuidado responsável envolve alimentação adequada, vacinação, acompanhamento veterinário, enriquecimento ambiental, castração e muito carinho, dentro das possibilidades de cada família.
Para quem tem ou quer ter um gato, a lição mais útil do caso Choupette não está no luxo, mas no cuidado, na atenção e no respeito à personalidade do animal. Foi isso que Lagerfeld ofereceu à gata, e foi isso que tornou a relação tão marcante.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual era a raça da Choupette?
Choupette era uma gata da raça Birmanesa, também chamada de Birman ou Gato Sagrado da Birmânia. A raça tem pelagem clara com pontas mais escuras, olhos azuis, corpo robusto e personalidade dócil. A raça é conhecida por criar vínculos fortes com humanos e por se adaptar bem a ambientes internos.
Como a Choupette entrou na vida de Karl Lagerfeld?
A gata entrou na vida de Lagerfeld em 2011, quando o estilista visitou a casa do modelo Baptiste Giabiconi, em Paris, e viu uma ninhada de gatinhos birmaneses. Lagerfeld pediu emprestado um dos filhotes, inicialmente por duas semanas, mas decidiu ficar com a gata, que se adaptou rapidamente à rotina dele. O estilista rebatizou a gata de Choupette.
Quanto Choupette herdou de Karl Lagerfeld?
Os valores exatos da herança de Choupette não foram oficialmente divulgados, pois o inventário de Lagerfeld é particular. Estimativas da Forbes e de veículos europeus indicam que a gata teria recebido uma parte significativa do patrimônio, incluindo verbas para sua manutenção, mas os números não foram confirmados oficialmente. O espólio total do estilista é estimado entre 200 e 300 milhões de euros.
Choupette ainda está viva?
Sim, Choupette continua viva. Após a morte de Lagerfeld, em 2019, a gata foi mantida em ambiente reservado em Paris, sob os cuidados da equipe que já a acompanhava e da fundação que administra o espólio do estilista. A gata tem hoje cerca de 15 anos, o que está dentro da expectativa de vida da raça Birmanesa.
Por que Choupette é tão famosa?
Choupette ficou famosa porque Lagerfeld transformou a gata em personagem pública. Ela apareceu em campanhas publicitárias de marcas como Opel, Vauxhall e Shu Uemura, foi tema de dois livros, virou personagem de animação, teve conta em redes sociais e estampou produtos de moda. A conexão com o universo da moda de luxo deu à gata uma exposição midiática raramente vista para animais de estimação.
Conclusão
A história de Choupette é um dos casos mais curiosos da relação entre humanos e gatos. Em pouco mais de uma década, a gata deixou de ser um animal de estimação comum para se tornar um ícone cultural, com livros, produtos, campanhas e legião de fãs ao redor do mundo. A relação com Karl Lagerfeld não foi apenas uma afinidade entre tutor e animal, mas um encontro entre duas personalidades fortes que encontraram no convívio diário uma forma de expressão.
Mais do que o luxo que cercou a vida da gata, o legado de Choupette está na contribuição para uma nova forma de enxergar os felinos. Quando Lagerfeld tratava a gata como companheira, colaboradora e musa, ele ajudava a consolidar a ideia de que o vínculo entre humanos e gatos é profundo, legítimo e capaz de transformar vidas.
Para quem ama gatos, a história de Choupette é inspiradora não pelo que ela tinha, mas pelo que ela representou: um lembrete de que cada felino, independentemente da sua origem, é capaz de ocupar um lugar afetivo único na vida de quem o acolhe.
Referências consultadas, Taschen. "Choupette
The Private Life of a High-Flying Fashion Cat". Disponível em: https://www.taschen.com/pages/en/catalogue/classics/18071/choupette.htm, Forbes. "The World’s Most Expensive Pets". Disponível em: https://www.forbes.com/sites/kellyclay/2014/02/12/the-worlds-most-expensive-pets/, The Guardian. "Karl Lagerfeld’s cat Choupette to inherit part of designer’s fortune". Disponível em: https://www.theguardian.com/fashion/2019/feb/20/karl-lagerfeld-cat-choupette-inherit-fortune, CNN. "Karl Lagerfeld: Choupette is a ‘high-class prostitute’ (entrevista de 2013)". Disponível em: https://www.cnn.com/style/article/karl-lagerfeld-choupette-intvw/index.html, Abinpet. "Mercado Pet Brasil 2024". Disponível em: https://www.abinpet.org.br/mercado/
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual era a raça da Choupette?
Choupette era uma gata da raça Birmanesa, também conhecida como Birman ou Gato Sagrado da Birmânia. A raça tem pelagem clara com pontas azul-acinzentadas, olhos azuis intensos e personalidade dócil e sociável.
2. Como a Choupette entrou na vida de Karl Lagerfeld?
Choupette entrou na vida de Lagerfeld em 2011, quando o estilista visitou a casa do modelo Baptiste Giabiconi em Paris e viu uma ninhada de gatinhos birmaneses. Lagerfeld pediu emprestado um filhote por duas semanas, mas acabou ficando com a gata, rebatizada de Choupette.
3. Quanto Choupette herdou de Karl Lagerfeld?
Os valores exatos não foram oficialmente divulgados porque o inventário de Lagerfeld é particular. Estimativas de veículos como Forbes indicam que a gata teria recebido parte significativa do patrimônio, com verbas dedicadas à sua manutenção, mas os números não foram confirmados.
4. Choupette ainda está viva?
Sim. Após a morte de Lagerfeld em 2019, a gata continuou a ser cuidada em Paris pela mesma equipe e pela fundação que administra o espólio do estilista. Choupette tem hoje cerca de 15 anos, dentro da expectativa de vida da raça Birmanesa.
5. Por que Choupette é tão famosa?
Choupette ficou famosa porque Lagerfeld transformou a gata em personagem pública. Ela apareceu em campanhas de grandes marcas, foi tema de dois livros, virou personagem de animação, teve contas em redes sociais e estampou produtos de moda em todo o mundo.
